Por Fábio Cassettari
Atualmente a palavra empreendedorismo se tornou não apenas comum, mas utilizada com recorrência em diferentes situações que não se restringem, necessariamente, ao universo das empresas e startups. E é fácil entender porque, afinal, quem foi que disse que para ser empreendedor é preciso ter um negócio?
É isso mesmo, você não leu errado. Ser empreendedor vai muito além de simplesmente ter um CNPJ ativo, é uma postura diante da vida e seus desafios. E nós brasileiros sabemos bem (geralmente desde cedo) a importância de se reinventar, buscar soluções com pouco recurso ou começar qualquer coisa por necessidade.
O fato é que independente do motivo, seja por necessidade ou oportunidade de negócio, ser criativo e resistente faz parte do nosso DNA, então use a seu favor. Como disse certa vez Mário Quintana “a preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda”. Ironicamente ou não, mesmo quando estamos com preguiça é possível criar uma saída criativa.
Empreender nada mais é do que pensar em soluções práticas e viáveis para resolver problemas. E mais uma vez reforço, isso pode acontecer na sua casa, no seu trabalho, na sua faculdade. Bem antes de se chamar ecossistema empreendedor sempre fui inquieto, curioso e nunca me contentei com rotinas que geram acomodação.
Mas se você não tem este perfil não é motivo para desanimar. Ser empreendedor é ter um sonho, acreditar nele e colocá-lo de pé. Não importa quanto tempo levará. Meu único conselho seria: saia do automático e tome a rédea da sua vida. Se prepare para os tombos, que são muitos e inevitáveis, mas dependendo da postura que você adotar cada nova experiência só te deixará mais forte e aguerrido. O nome disso? Resiliência. Aprenda com seus erros do passado e se torne uma pessoa melhor.
Ter medo de mudar é completamente normal, estranho seria não ter. Aliás, desconfie sempre de pessoas seguras demais. Todos nós temos altos e baixos, erramos tentando acertar e nos decepcionamos quando as coisas não saem como planejado.
Mas ainda assim, no fundo, fuja insistentemente da mediocridade. Não achar que “eu nasci assim, cresci assim, vou ser sempre assim”. Eu faço parte deste mundo aqui e agora e como tal, tenho o dever de fazer o melhor.
O melhor para você, para a sociedade. Pense nisso e adote o empreendedorismo como estilo de vida.