Por Fábio Cassettari
Por mais que atualmente alguns termos sejam usados com bastante frequência por quem se relaciona ou faz negócios com startups, alguns conceitos ainda precisam ser amplamente explorados e entendidos, e acredito que um deles é o que de fato é e faz uma aceleradora.
E calma, se você sequer tinha escutado falar desse conceito não se preocupe, as aceleradoras existem no mundo há relativamente pouco tempo. No Brasil, este fenômeno é ainda mais recente. Ou seja, não significa que você seja alienado ou que esteja por fora das novidades do mercado que, diga-se de passagem, não são poucas!
De forma bem objetiva podemos definir uma aceleradora partindo do entendimento do próprio nome em si, é levar uma startup do estágio que ela está a um bem mais avançado em muito pouco tempo. É literalmente acelerar processos e fazer com que o negócio evolua de forma estratégica e consciente. Inclusive é importante ressaltar este ponto, não é crescer por crescer. Nada de ações impulsivas ou endividamento para ganhar mercado, muito pelo contrário.
Na prática, isso significa que quando uma startup participa de um processo de aceleração ela pode obter novas rodadas de investimento, ampliar sua atuação no mercado ou a atingir seu ponto de equilíbrio (break even), fase em que elas conseguem pagar suas próprias contas com as receitas do negócio.
E no geral, o que os empreendedores que topam esse desafio buscam é receber mentorias, apoio financeiro, um local para trabalhar e acesso a redes de contato a que dificilmente teriam acesso, como investidores e grandes empresas que podem eventualmente se tornarem parceira do seu negócio.
Como já mencionei em outros artigos, nos dias de hoje é fundamental que qualquer negócio, seja ele uma startup ou não, crie parcerias, ter um vasto networking e conexões precisas pode ser a linha que define o sucesso ou fracasso de qualquer empreitada.
Para que funcione, ainda é comum também que as aceleradoras invistam um capital pequeno, que no mercado chamam de “dinheiro de sobrevivência”, que serve para ajudar os empreendedores a financiarem seus negócios e suas vidas pessoais durante a duração do programa de aceleração. Em troca de todos os benefícios, as empresas cedem um percentual de participação para as aceleradoras.
E por fim, outra definição importante que gera sempre gera dúvida. A diferença entre uma aceleradora de startups e uma incubadora é simples: aceleradoras trabalham com startups que já estão em processo de crescimento ou validação de mercado. Já as incubadoras ajudam empreendedores em um estágio mais inicial de ideação até o começo da validação do negócio.