Por Fábio Cassettari
Sim, eu vou ser bem provocativo neste artigo a começar pelo próprio título. São tantas transformações e em tão pouco tempo que é impossível não se questionar em algum momento sobre os prós e contras da soberana tecnologia. Os benefícios são inegáveis, mas o que muitos esquecem é que a mesma tecnologia que resolve, também afasta, que quebrou as barreiras geográficas, também isola e por vezes até deprime. Somos bombardeados de informações, mensagens, e-mails. No meio do caminho de toda essa evolução o tempo ganhou outro significado e talvez a ansiedade e o imediatismo também.
Esclareço que não sou nenhum ermitão, pelo contrário. Estou bastante atento às transformações que a sociedade tem apresentado. Meu papel aqui é apenas questionar e apontar cenários e percepções que muitas das vezes passam despercebidos pela grande maioria. Acredito na evolução da tecnologia e aposto nela como princípio, mas também vejo que ela é meio e não fim.
Em nenhuma hipótese a tecnologia deve substituir as relações pessoais. Perceba que quando aplicamos este conceito no mercado, por exemplo, ao falarmos em sucesso do cliente, experiência de consumo, novas parcerias, estamos indicando que um café ou uma conversa pessoal vale mais que vários e-mails. Este é o ponto, não se restringir a máquinas ou a uma sala fechada.
Mais uma vez bato na tecla que é preciso encontrar o equilíbrio, na vida pessoal e nos negócios. A evolução tecnológica é algo que sempre esteve presente na vida do homem. Fazendo um exercício rápido podemos dizer que as primeiras invenções foram às ferramentas que o homem pré-histórico desenvolveu para aperfeiçoar a sua caça e assim obter alimento com mais facilidade. Logo veio a descoberta do fogo… e aí está você provavelmente lendo este artigo num aparelho pouco maior que sua mão.
Se levada em consideração que a tecnologia visa aprimorar algo e tornar a vida em sociedade mais fácil, estamos no caminho certo. Porém, tudo isso acarretou em mudanças sociais e como mencionei acima as primeiras evoluções visavam melhorar a forma como buscávamos alimento. Atualmente ela molda e define a busca por novas maneiras de experimentar, relacionar, ler, ouvir, consumir, e por aí vai.
O homem está cada vez mais dependente da máquina, e isso mostra que essa evolução será contínua e talvez até incessante. O ponto a se pensar é: aonde vamos parar com todas essas transformações e, principalmente, como vamos lidar com tudo isso, pro bem ou para o mal.